{"id":136543,"date":"2023-10-25T10:35:27","date_gmt":"2023-10-25T13:35:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.appisindicato.com.br\/site\/?p=136543"},"modified":"2023-10-25T10:35:27","modified_gmt":"2023-10-25T13:35:27","slug":"paz-na-escola-camara-debate-pedagogia-restaurativa-para-frear-violencia-nas-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.appisindicato.com.br\/site\/2023\/10\/25\/paz-na-escola-camara-debate-pedagogia-restaurativa-para-frear-violencia-nas-escolas\/","title":{"rendered":"PAZ NA ESCOLA &#8211; C\u00e2mara debate pedagogia restaurativa para frear viol\u00eancia nas escolas"},"content":{"rendered":"<p>O grupo de trabalho para Pol\u00edticas de Combate a Viol\u00eancia nas Escolas Brasileiras da C\u00e2mara reuniu-se, ontem (24), para mais uma sess\u00e3o de debates e an\u00e1lises sobre o tema.<\/p>\n<p>Coordenado pela deputada e professora Goreth (PDT\/AP), a audi\u00eancia abordou a import\u00e2ncia das pedagogias restaurativas no enfrentamento da viol\u00eancia, por meio da promo\u00e7\u00e3o da cultura da paz. Integrando o GT, a secret\u00e1ria de Finan\u00e7as da CNTE, Rosilene Corr\u00eaa, participou da audi\u00eancia representando a Confedera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com a deputada Goreth, o encontro visou subsidiar mais discuss\u00f5es sobre a tem\u00e1tica, contribuindo para a implementa\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei\u00a0<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/propostas-legislativas\/2353954\">1482\/2023<\/a>, j\u00e1 aprovado pela C\u00e2mara e agora tramitando no Senado, que institui a Pol\u00edtica Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Cultura de Paz nas Escolas.<\/p>\n<p>Uma pesquisa realizada pelo Instituto Sou da Paz sobre viol\u00eancia nas escolas aponta que, at\u00e9 o m\u00eas de julho de 2023, o pa\u00eds registrou cerca de 25 ataques violentos em escolas. Segundo o relat\u00f3rio, mais de 139 pessoas foram vitimadas por essa viol\u00eancia nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. Ao todo, 46 pessoas foram mortas e 93\u00a0 foram feridas. Entre esses ataques, o relat\u00f3rio destaca que 48% tiveram o uso de armas de fogo, e 76% das v\u00edtimas fatais tiveram suas vidas encerradas por disparos do armamento. Ainda segundo a pesquisa, autores dos crimes s\u00e3o compostos, majoritariamente, por meninos e homens, 57% alunos e 36% ex -alunos das institui\u00e7\u00f5es onde ocorreram os crimes.<\/p>\n<p>Para a parlamentar, os dados salientam a necessidade urgente da uni\u00e3o de esfor\u00e7os para desenvolver novas compet\u00eancias e habilidades no tratamento do assunto.<\/p>\n<p>Rosilene prestou solidariedade a toda comunidade escolar da regi\u00e3o de Sapopemba, em S\u00e3o Paulo, onde a viol\u00eancia em uma escola estadual resultou na morte de uma aluna e mais tr\u00eas pessoas feridas. Segundo ela, apesar de extremamente necess\u00e1rio, o debate \u00e9 duro e precisa assegurar que o tema n\u00e3o passe a ser naturalizado na rotina da sociedade.<\/p>\n<p>Ela disse que o agravamento dos ataques no ambiente nos \u00faltimos dez anos indicam a necessidade de reflex\u00e3o sobre o tipo de escolas, em especial, de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica p\u00fablica, que o Brasil tem oferecido aos seus estudantes. Apesar dos \u00eaxitos de algumas institui\u00e7\u00f5es na aplica\u00e7\u00e3o de\u00a0 projetos pedag\u00f3gicos restaurativos, Rosilene considerou que ainda h\u00e1 muitos elementos e pol\u00edticas p\u00fablicas que precisam ser reunidos para dar conta da situa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u201cEstamos falando de barb\u00e1rie. Isso \u00e9 muito mais grave! Temos que somar for\u00e7as, falar em pol\u00edticas p\u00fablicas e em gest\u00f5es democr\u00e1ticas, onde a comunidade escolar possa decidir quem ser\u00e1 o seu gestor e o modelo de escola que ela quer, para que essa realidade mude\u201d, mencionou.<\/p>\n<p>Refletindo sobre as diferentes raz\u00f5es que levam um ataque a ocorrer, ela\u00a0 salientou a import\u00e2ncia de investigar o porqu\u00ea de as escolas\u00a0 serem alvo de tamanha viol\u00eancia. Para ela, o abandono destas tem sido um fator de influ\u00eancia para a vulnerabilidade dos locais.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de mais recursos humanos e que os profissionais da educa\u00e7\u00e3o recebam, tanto na sua forma\u00e7\u00e3o inicial quanto continuada, instru\u00e7\u00f5es para lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. Quando nos formamos e vamos para as escolas, n\u00e3o estamos preparados para lidar com acontecimentos assim. A nossa forma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m precisa levar em conta a dura realidade que vivemos\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>Pedagogia restaurativa\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para o desembargador do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul, Leoberto Brancher, a implementa\u00e7\u00e3o de pedagogias restaurativas em escolas tem contribu\u00eddo para um espa\u00e7o de fala e escuta de estudantes, propiciando a supera\u00e7\u00e3o de conflitos e traumas.<\/p>\n<p>Ele explica que a reuni\u00e3o de estudantes em conversas sobre t\u00f3picos sens\u00edveis faz parte de uma proposta para desarticular mecanismos tradicionais de solu\u00e7\u00e3o de problemas &#8211; que se ocupa em encontrar \u2018culpados\u2019 e estabelecer \u2018castigos\u2019 pelos ocorridos.<\/p>\n<p>\u201c[A pedagogia restaurativa] pressup\u00f5e a substitui\u00e7\u00e3o dessa vis\u00e3o de culpa pela de responsabilidade. Com isso, busca-se encontrar o consenso dos conflitos, baseado na ideia de que o plano de repara\u00e7\u00e3o de danos seja mais eficaz socialmente quando reflete sobre as causas e as consequ\u00eancias dos fatos\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A\u00a0 ju\u00edza de direito do Tribunal de Justi\u00e7a do Amap\u00e1, Larissa Antunes, refletiu sobre como as quest\u00f5es de justi\u00e7a e senso de pertencimento se desenvolvem dentro das escolas.<\/p>\n<p>\u201cA escola \u00e9 um lugar de justi\u00e7as e de injusti\u00e7as tamb\u00e9m. Por isso, devemos repensar o que s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es justas dentro das escolas e o que s\u00e3o os sistemas educacionais inclusivos,\u00a0 que geram pertencimento aos adolescentes e \u00e0s crian\u00e7as\u201d, mencionou.<\/p>\n<p>Para ela, a necessidade do senso de justi\u00e7a, de pertencimento e colabora\u00e7\u00e3o no ambiente escolar, garantem que n\u00e3o s\u00f3 alunos, mas tamb\u00e9m os\/as trabalhadores\/as em educa\u00e7\u00e3o, se sintam pertencentes \u00e0quele lugar. \u201cUm aluno que se sente parte da sua escola jamais retornar\u00e1 naquele lugar com um ato de viol\u00eancia\u201d, considerou.<\/p>\n<p>\u201cTemos duas op\u00e7\u00f5es: ou continuamos o que estamos fazendo, presenciando os mesmos resultados, talvez at\u00e9 potencializados, ou podemos repensar o que estamos fazendo, no judici\u00e1rio e na educa\u00e7\u00e3o, para, talvez assim, podermos ter resultados diferentes no nosso pa\u00eds\u201d,\u00a0 enfatizou Larissa.<\/p>\n<p>A deputada Goreth refor\u00e7ou a necessidade do esfor\u00e7o para enfrentar esse cen\u00e1rio violento com cautela e sabedoria. \u201cTemos que tra\u00e7ar interven\u00e7\u00f5es para que o poder p\u00fablico possa avan\u00e7ar em a\u00e7\u00f5es e resultados para esse fen\u00f4meno\u201d, reiterou.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos mais tempo para errar. Precisamos estudar, escutar e aprender com as melhores experi\u00eancias, para que possamos construir uma pol\u00edtica eficaz no enfrentamento deste grande desafio\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>Fonte: CNTE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grupo de trabalho para Pol\u00edticas de Combate a Viol\u00eancia nas Escolas Brasileiras da C\u00e2mara reuniu-se, ontem (24), para mais uma sess\u00e3o de debates e an\u00e1lises sobre o tema. Coordenado pela deputada e professora Goreth (PDT\/AP), a audi\u00eancia abordou a import\u00e2ncia das pedagogias restaurativas no enfrentamento da viol\u00eancia, por meio da promo\u00e7\u00e3o da cultura da paz. Integrando o GT, a secret\u00e1ria de Finan\u00e7as da CNTE, Rosilene Corr\u00eaa, participou da audi\u00eancia representando a Confedera\u00e7\u00e3o. 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